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sábado, 19 de janeiro de 2013

Precisa-se de matéria-prima para construir um país! (João Ubaldo Ribeiro)

A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não servirá para nada. Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós.

Nós como POVO. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA" é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos ...e para eles mesmos. Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu "puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a impontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas fazem "gatos" para roubar luz e água e nos queixamos de como esses serviços estão caros. Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior nosso atual Presidente, que recentemente falou que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem econômica. Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o saco ao que tem pouco e beneficiar só a alguns.

Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre.

Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos do Fernando Henrique e do Lula, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem "molhei" a mão de um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como brasileiro, apesar de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.

Como "Matéria Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa.

Esses defeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA" congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...

Entristeço-me. Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve Lula, nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente sacaneados!!!

É muito gostoso ser brasileiro. Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda... Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias.

Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada. Está muito claro... Somos nós os que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda nos acontecendo: desculpamos a mediocridade mediante programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ.
NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?.... MEDITE!!!!!"

Verdades que precisam ser ditas!!!

1 - "BRASILEIRO É UM POVO SOLIDÁRIO"- Mentira.

O brasileiro é um povo tonto. Aceitar que ongs de "direitos humanos" fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade; não protestar cada vez que o governo compra um colchão pra um presidiário que queimou o dele de propósito não é coisa de gente solidária. É coisa de gente trouxa.

2 - Brasileiro é um povo alegre. Mentira.

Brasileiro é Bobo Alegre. Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ele ri como um cavalo.

3 - Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

O brasileiro é vagabundo por excelência. O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país surgiram de marte e pousaram lá, quando na verdade eles são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20mil por mês pra trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe - lá no fundo - que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do "bolsa família") não pode ser adjetivado de outra coisa que não vagabundo

4 - Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi, hoje é uma qualidade em baixa. Se ofereceres a um policial europeu 50 euros para ele não te autuar, provavelmente irás preso. Não porque poderá ser pego, mas porque é errado. Na minha profissão, convivo com pessoas de diversos países da Europa e também com estadunidenses. Tenho que provar sempre que sou diferente do brasileiro porque todos têm uma história de pilantragem de brasileiro cometida lá fora. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente, o que faria se arrumasse uma "boquinha" dessas, quando na realidade isso não deveria sequer passar por sua cabeça.

5 - 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.

Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como "aviãozinho" do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá pra fora porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos de forma que eles não sentissem segurança de montar suas bases de operação nas favelas;

6 - O Brasil é um país democrático. Mentira.

Num país democrático à vontade da maioria é lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa pra dizer que um bandido que foi morto em uma troca de tiros foi "executado friamente". Em um país onde todos tem direitos, mas ninguém tem obrigações não existe democracia e sim anarquia. Em um país em que a maioria sucumbe bovinamente a uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do "politicamente correto", veremos que vivemos em uma sociedade feudal. Um tirano que detém o poder central (presidente e suas MP's), seguido de oligarcas (ministros, deputados, senadores, prefeitos, vereadores etc)... todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim o pagamento de seus privilégios. E ainda somos obrigados a votar, que democracia é essa?

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

IBGE: renda dos ricos supera a dos pobres em 39 vezes

Embora pesquisas apontem quedas sucessivas na desigualdade de renda no Brasil, dados do Censo 2010 divulgados hoje mostram que os 10% mais ricos no País têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres. Ou seja, um brasileiro que está na faixa mais pobre da população teria que reunir tudo o que ganha (R$ 137,06) durante três anos e três meses para chegar à renda média mensal de um integrante do grupo mais rico (R$ 5.345,22).

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os 10% mais pobres ganhavam apenas 1,1% do total de rendimentos. Já os 10% mais ricos ficaram com 44,5% do total. Outro recorte revela o rendimento médio no grupo do 1% mais rico: R$ 16.560,92. Os dados valem para a população de 101,8 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais de idade e algum tipo de rendimento em 2010. A renda média mensal apurada foi de R$ 1.202. Levando-se em conta os habitantes de todas as idades, o IBGE calculou a renda média mensal per capita de R$ 668. O Censo indica, porém, que metade da população recebia até R$ 375 por mês, valor inferior ao salário mínimo oficial em 2010 (R$ 510).

Cidades
O IBGE também mostra que as cidades de porte médio, com população entre 10 mil e 50 mil habitantes, foram as que apresentaram a maior incidência de pobreza. Enquanto a proporção de pessoas que viviam com até R$ 70 de rendimento domiciliar per capita era, em média, de 6,3% no Brasil, nos municípios de 10 mil a 20 mil habitantes esse porcentual era o dobro (13,7%), com metade da população nessas cidades vivendo com até meio salário mínimo per capita. Já nas cidades com população superior a 500 mil habitantes, menos de 2% recebiam até R$ 70 per capita e cerca de um quatro (25%) vivia com até meio salário mínimo de rendimento domiciliar per capita.

Entre as capitais, segundo o IBGE, manteve-se a tendência de melhores níveis de rendimento domiciliar per capita nas regiões Sul e Sudeste. O maior valor (R$ 1.573) foi registrado em Florianópolis (SC), onde metade da população recebia até R$ 900. Em 17 das 26 capitais, metade da população não recebia até o valor do salário mínimo.

Entre as capitais, a pior situação foi registrada em Macapá: rendimento médio domiciliar per capita de R$ 631, com 50% da população recebendo até R$ 316. A capital do Amapá também ficou com a maior proporção de pessoas com rendimento domiciliar per capita de até R$ 70 (5,5%) e até um quarto de salário mínimo (16,7%). No Sudeste, o Rio registrou os maiores porcentuais de pessoas nessas condições (1,1% e 4,5%, respectivamente). Os melhores indicadores foram observados em Florianópolis (SC): 0,3% da população com rendimento médio mensal domiciliar de até R$ 70 e 1,3% com até um quarto do salário mínimo.

Cor e gênero

No Brasil, os rendimentos médios mensais dos brancos (R$ 1.538) e amarelos (R$ 1.574) se aproximaram do dobro do valor relativo aos grupos de pretos (R$ 834), pardos (R$ 845) ou indígenas (R$ 735). Entre as capitais, destacaram-se Salvador, com brancos ganhando 3,2 vezes mais do que pretos; Recife (3,0) e Belo Horizonte (2,9). Quando analisada a razão entre brancos e pardos, São Paulo apareceu no topo da lista, com brancos ganhando 2,7 vezes mais, seguida por Porto Alegre (2,3).

Os homens recebiam no País em média 42% mais que as mulheres (R$ 1.395, ante R$ 984), e metade deles ganhava até R$ 765, cerca de 50% a mais do que metade das mulheres (até R$ 510). No grupo dos municípios com até 50 mil habitantes, os homens recebiam, em média, 47% a mais que as mulheres: R$ 903 contra R$ 615. Já nos municípios com mais de 500 mil habitantes, os homens recebiam R$ 1.985, em média, e as mulheres, R$ 1.417, uma diferença de cerca de 40%.



terça-feira, 15 de novembro de 2011

A Revolta do Ipê! - The Revolt of Ipê!

Um Ipê Amarelo foi cortado e seu tronco foi transformado em um poste. Após o poste ser fincado na rua, foram instalados os fios da rede elétrica.
Eis que a árvore se rebela contra a maldade humana e resolve não morrer.
Mas a reação foi pacífica, bela e cheia de amor. Rebrotou e encheu-se de flores.
Assim é a natureza...vencedora !

Porto Velho - Rondônia - Brasil

A Yellow Ipe was cut and its trunk was transformed into a pole.After the pole is planted in the street, the wires were installed from the utility.
Behold the tree rebels against human evil and decides not to die.
But the reaction was peaceful, beautiful and full of love. Regrowth and filled with flowers. Such is the nature ... winner!
Porto Velho - Rondônia - Brazil





quinta-feira, 5 de maio de 2011

O "QUINTO DOS INFERNOS"

Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto". Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.


O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam ... "O Quinto dos Infernos". E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.


A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama". Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.


De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final do ano de 2010 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.


Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...



quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Brasil ocupa 73ª posição entre 169 países no IDH 2010

O relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para 2010, divulgado nesta quinta-feira (4), mostra o Brasil na 73ª posição entre 169 países. Os cinco primeiros colocados são, pela ordem, Noruega, Austrália Nova Zelândia, Estados Unidos e Irlanda. O cinco últimos são Zimbábue, República Democrática do Congo, Níger, Mali e Burkina Faso.

Como neste ano o IDH sofreu mudanças metodológicas, não é possível comparar a posição do Brasil com as de anos anteriores.

Brasil é o 11º no ranking do IDH da América Latina Mas, para se obter uma base de comparação, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) recalculou os dados brasileiros dos últimos dez anos com base na nova metodologia.

Por esse recálculo, o Brasil ganharia quatro posições e registraria crescimento de 0,8% no índice. Em 2010, com a nova metodologia, o IDH brasileiro foi de 0,699, numa escala de 0 a 1. Em 2009, com a metodologia antiga, o Brasil ocupava a 75ª posição no ranking, com IDH de 0,813.

Segundo o relatório deste ano, o IDH do Brasil apresenta "tendência de crescimento sustentado ao longo dos anos".

Mesmo com a adoção da nova metodologia, o Brasil continua situado entre os países de alto desenvolvimento humano, como em 2009.

De acordo com o relatório, o rendimento anual dos brasileiros é de US$ 10.607, e a expectativa de vida, de 72,9 anos. A escolaridade é de 7,2 anos de estudo, e a expectativa de vida escolar é de 13,8 anos.

De acordo com o economista Flávio Comim, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no novo IDH "o Brasil continua na sua trajetória, que é uma trajetória muito harmônica, ou seja, o IDH brasileiro vem crescendo igualmente nas três dimensões [saúde, educação e renda]".

O relatório destaca o "sucesso econômico recente" do Brasil, que desafiou "a ortodoxia do Consenso de Washington", um receituário de medidas liberais no campo econômico. Também são feitas referências positivas aos programas de distribuição de renda brasileiros.

De acordo com o relatório, 8,5% dos brasileiros são pobres e "sofrem privação" em saúde, educação e renda. Destes, o principal item, segundo o relatório, é a educação. "O que mais pesa na pobreza é a educação. O novo IDH mostra que é necessário dar mais importância à educação no Brasil", disse Comim.

Educação
Segundo Comim, o novo IDH é mais exigente quando se trata de educação. "Foram introduzidas novas variáveis, uma nova fórmula de cálculo, e, dentro dessa nova fórmula, um padrão mais alto sobre o sistema educacional e a qualidade desse sistema", explicou o economista.

"Então, não basta mais colocar as crianças e os jovens na escola. Agora, eles têm que estar na série adequada, na série que se espera que eles estejam para que você consiga dar a eles uma oportunidade igual", disse Comim. Segundo ele, "o desafio para o Brasil evoluir ficou maior".

"Com o novo IDH, você tem novos critérios, e é dentro desses novos critérios, que são mais qualitativos, que nós [o Brasil] devemos ser julgados. À medida que você levanta esses novos critérios, a ambição de ter um sistema educacional melhor, um sistema educacional mais justo, fica mais evidente do que era antes. Antigamente, nós tínhamos apenas taxa de matrícula e alfabetização. Hoje, temos um modelo dentro do qual nós estamos esperando que as pessoas estudem mais e com qualidade melhor, e é isso que está sendo refletido no novo IDH", explicou Comim.

Confira o ranking completo do IDH:


Posição País
1º Noruega
2º Austrália
3º Nova Zelândia
4º Estados Unidos
5º Irlanda
6º Liechtenstein
7º Países Baixos
8º Canadá
9º Suécia
10º Alemanha
11º Japão
12º Coreia do Sul
13º Suíça
14º França
15º Israel
16º Finlândia
17º Islândia
18º Bélgica
19º Dinamarca
20º Espanha
21º Hong Kong
22º Grécia
23º Itália
24º Luxemburgo
25º Áustria
26º Reino Unido
27º Singapura
28º República Checa
29º Eslovênia
30º Andorra
31º Eslováquia
32º Emirados Árabes Unidos
33º Malta
34º Estônia
35º Chipre
36º Hungria
37º Brunei Darussalam
38º Qatar
39º Barém
40º Portugal
41º Polônia
42º Barbados
43º Bahamas
44º Lituânia
45º Chile
46º Argentina
47º Kuwait
48º Letônia
49º Montenegro
50º Romênia
51º Croácia
52º Uruguai
53º Líbia
54º Panamá
55º Arábia Saudita
56º México
57º Malásia
58º Bulgária
59º Trinidade e Tobago
60º Sérvia
61º Bielorrússia
62º Costa Rica
63º Peru
64º Albânia
65º Rússia
66º Cazaquistão
67º Azerbaijão
68º Bósnia-Herzegovina
69º Ucrânia
70º Irã
71º Macedônia
72º Maurícia
73ºBrasil
74º Geórgia
75º Venezuela
76º Arménia
77º Equador
78º Belize
79º Colômbia
80º Jamaica
81º Tunísia
82º Jordânia
83º Turquia
84º Argélia
85º Tonga
86º Fiji
87º Turquemenistão
88º República Dominicana
89º China
90º El Salvador
91º Sri Lanka
92º Tailândia
93º Gabão
94º Suriname
95º Bolívia
96º Paraguai
97º Filipinas
98º Botsuana
99º Moldávia
100º Mongólia
101º Egito
102º Uzbequistão
103º Micronésia
104º Guiana
105º Namíbia
106º Honduras
107º Maldivas
108º Indonésia
109º Quirguízia
110º África do Sul
111º Síria
112º Tajiquistão
113º Vietnã
114º Marrocos
115º Nicarágua
116º Guatemala
117º Guiné Equatorial
118º Cabo Verde
119º Índia
120º Timor Leste
121º Suazilândia
122º Laos
123º Ilhas Salomão
124º Camboja
125º Paquistão
126º Congo
127º São Tomé e Príncipe
128º Quênia
129º Bangladesh
130º Gana
131º Camarões
132º Mianmar
133º Iémen
134º Benim
135º Madagáscar
136º Mauritânia
137º Papua-Nova Guiné
138º Nepal
139º Togo
140º Comores
141º Lesoto
142º Nigéria
143º Uganda
144º Senegal
145º Haiti
146º Angola
147º Djibuti
148º Tanzânia
149º Costa do Marfim
150º Zâmbia
151º Gâmbia
152º Ruanda
153º Malawi
154º Sudão
155º Afeganistão
156º Guiné
157º Etiópia
158º Serra Leoa
159º República Centro-Africana
160º Mali
161º Burkina Faso
162º Libéria
163º Chade
164º Guiné-Bissau
165º Moçambique
166º Burundi
167º Níger
168º República Democrática do Congo
169º Zimbábue
Fonte: Pnud Brasil

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/11/brasil-ocupa-73-posicao-entre-169-paises-no-idh-2010.html

domingo, 11 de abril de 2010

COLETÂNEA DE MATERIAIS SOBRE ANDRAGOGIA

ANDRAGOGIA

A andragogia, arte e ciência de ajudar os adultos a aprender, distinguem-se da pedagogia, nomeadamente por diferentes pressupostos sobre o conceito de aprendente, o papel da sua experiência na aprendizagem, a disponibilidade para aprender, a orientação para a aprendizagem e a motivação para aprender. Caracterizemos então brevemente (e a traço grosso) cada um desses pressupostos, definindo assim fronteiras entre as práticas pedagógicas e as andragógicas.

Quanto ao conceito de aprendente, a pedagogia tende a considerá-lo uma personalidade dependente, pelo que compete ao professor assumir as suas responsabilidades nas decisões sobre o que deve ser aprendido, como e quando deve ser aprendido e se foi aprendido (avaliação), restando ao aprendente submeter-se às suas instruções. Em contrapartida, a andragogia tende a considerar o aprendente como uma personalidade autodirigida o adulto é alguém que alcançou um conceito de si próprio que lhe permite ser responsável pela sua própria vida, que tem uma profunda necessidade psicológica de ser compreendido pelos outros e por eles tratado com a conseqüente consideração pessoal, pelo que, se encontra em situações em que sente que os outros lhe estão a impor a vontade deles, sem a sua participação, nas decisões que o afetam, experiência sentimentos, nem sempre conscientes, aliás, de ressentimento e de resistência.

Todavia, quando em formação, os aprendentes adultos, que dirigem a sua própria vida nas mais diversas situações (como trabalhadores, cidadãos, cônjuges, pais, usufrutuários de tempos livres...), como que regressam ao condicionamento escolar assumem dependências, pedem para ser ensinados e entram assim facilmente em conflito interno entre duas situações, em formação e fora dela, cuja gestão consome as energias que deveriam ser dedicadas à aprendizagem. A resolução desse conflito constitui um problema quer para os aprendentes quer para os formadores, que devem apoiá-los a definir e concretizar estratégias para ajudá-los a fazer a transição da situação de aprendentes dependentes para aprendentes autodirigidos; daí a recomendação da andragogia para que as ações de educação/formação de adultos se iniciem pela realização de atividades que promovam a orientação para a aprendizagem autodirigida.

Adultos retêm apenas 10% do que ouvem, após 72 horas. Entretanto serão capazes de lembrar de 85% do que ouvem, vêem e fazem, após o mesmo prazo. E as informações mais lembradas são aquelas recebidas nos primeiros 15 minutos de uma aula ou palestra.
Adultos se sentem motivados a aprender quando entendem as vantagens e benefícios de um aprendizado, bem como as conseqüências negativas de seu desconhecimento,
Adultos não gostam de ficar embaraçados frente as outras pessoas. Assim adotarão uma postura reservada nas atividades de grupo até se sentirem seguros de que não serão ridicularizados. Pessoas tímidas levarão mais tempo para se sentirem à vontade e não gostam de falar em discussões de grupos. Elas podem ser incentivadas a escreverem suas opiniões e posteriormente mudarem de grupos, caso se sintam melhor em outras companhias.

O ensino andragógico deve começar pela arrumação da sala de aula, com cadeiras arrumadas de modo a facilitar discussões em pequenos grupos. Nunca deverão estar dispostos em fileiras.

O professor afeito em ensino de adultos raramente responderá alguma pergunta. Ele a devolverá a classe perguntando “Quem pode iniciar uma resposta?” (“Quem sabe a resposta?” É uma pergunta intimidante e não deve ser utilizada).